Sou suspeito para falar sobre religião. Aliás, estava a protelar quaisquer comentários a respeito. Contudo, hoje, ao ver um documentário da BBC sobre a epidemia de HIV na África, um inquietante tremor de revolta emergiu de minhas entranhas.
Nesse tal documentário, um repórter da BBC inquiriu alguns padres, bispos e outros tipos destes, sobre o por que, em um país (Quênia) onde 1 em cada 5 pessoas tem o vírus HIV, a igreja fazia campanhas contra o uso de camisinhas. Sabe a resposta? “As camisinhas têm poros pelos quais o vírus pode passar, não previne a contaminação”. Sabem... se antes eu já me sentia enojado com todas essas igrejas e seus padres, pastores, bispos e demais tipos de calhordas, depois do que ouvi nesse documentário tenho certeza de que essas instituições são, realmente, tão perigosas quanto os banqueiros, os policiais corruptos e os traficantes. Ah, não esqueçamos nosso mais queridos vilões: os políticos – arautos da involução humana!
Bem, voltemos ao tema central deste blog. Em uma região onde alguns países apresentam uma expectativa de vida de 37 anos (TRINTA E SETE ANOS), sendo o AIDS, talvez, o principal responsável por esta tão reduzida expectativa de vida, uma instituição, qualquer que seja, que é indiscriminadamente contra a MELHOR FORMA DE PREVENÇÃO que existe (até o momento) só pode três coisas: 1) não se importa a mínima com as pessoas, e sim com suas contribuições; 2) não entende nada sobre as pessoas; 3) só pode ser algo derivado do mal.
Pois bem, acredito que seja a última opção. Não culpo nenhuma das instituições financeiras religiosas. Talvez, o mal que cegou a humanidade (além do capitalismo) tenha surgido quando o primeiro curandeiro, sacerdote (sei lá), há uma dezena de milhares de anos começou a cultuar uma divindade qualquer. Com isso, descobriu que, sendo ele o “escolhido” por seus “deuses” poderia influenciar e exercer comando sobre seus semelhantes. Isto derivou no que podemos observar hoje em dia, a “mercantilização de Deus”, a “proliferação de santos” e a “revenda de milagres”.
Desculpem-me, mas o Deus que acredito – que não tem nada de velhinho vivendo no céu e nos vigiando, o castigador, o vingativo deus destas religiões que exercem seu poder por meio da imposição do medo em seus seguidores. Acredito em um Deus que resulta da união de toda natureza da Terra, de todo espaço do Universo, de todo vazio da matéria.
Acredito na CONSCIÊNCIA. Uma vez que apenas sendo conscientes é que podemos discernir sobre o que é e o que não é, certo e errado, bem e mal, seja como for. É só por meio da consciência que poderemos agir em sintonia com Deus, com a energia que une tudo o que há. Enquanto nossas crianças, e nós mesmos, formos educados e orientados por meio do medo continuaremos nossa rotina de detereorização da humanidade e de nosso planeta. O respeito a vida (a todas elas) apenas é alcançável por meio da consciência.
Mas nossa consciência apenas poderá aflorar e tornar-se real quando transpusermos a “cortina de fumaça” que por milênios temos sido envoltos. Essa cortina tem sido construída pelas religiões, monarquias, corporações e outros tipos maléficos por milhares de anos transformando a humanidade em uma raça amedrontada, apavorada. E isso vê-se hoje, nas reações e relações humanas, centradas em um materialismo exagerado, num espiritualismo mercantil, em uma cegueira desamparada. Crias do medo, do cativeiro, da domação. Por isso necessitamos transcender (TRANSCENDÊNCIA) essa cortina de fumaça, que apenas é possível por meio da consciência, derivada do pensamento reflexivo e crítico. Aí, quando nos livramos do medo, da bíblia e dos outros documentos de controle, vemos um céu mais azul, percebemos a unidade que há na natureza. Quando se transpassa essa cortina notamos a real beleza do sorriso humano, da felicidade nos olhos alheios, etc.
Precisamos livrar-nos dos arreios do medo. Precisamos parar de ouvir falsos moralistas, “sabedores da palavra divina” (fala sério!) que vivem abusando de crianças, tomando o suado dinheiro alheio e por aí vai.
Até...
Adilson
segunda-feira, 9 de março de 2009
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Bueno...
ResponderExcluirSob o ponto de vista humanista a igreja é um artefato completamente arcaico e egoísta.
O mundo todo muda, menos essa instituição que ainda "excomunga" as pessoas. O pecado do estupro é "menor" que o do aborto visando a saúde da gestante.
Um absurdo completo.
òtimo post..