sábado, 18 de julho de 2009

Vale a pena seguir o modelo??


Pessoas...
Hoje estou em casa e decidi assistir um filme, documentário para variar.

O filme Super Size Me acabou sendo o escolhido. Havia muito tempo já que me fora indicado tal documentário, pela temática interessante e cada vez mais pertinente: a obesidade e os péssimos hábitos alimentares da população, nesse caso a estadunidense.

Certo dia estávamos discutindo (Adilson e eu) sobre as diretrizes norteadores da prática de atividade física e prescrição de exercícios físicos no Brasil.

Pois bem...

O Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), um dos maiores órgãos de estudo sobre exercício físico e atividade física no mundo constantemente publica recomendações para a prescrição de atividades dessa natureza. O que se sabe é que as mesmas recomendações que são feitas para os EUA (sede do ACSM) são generalizadas para todos os países do mundo, e neste caso adotadas também no Brasil.

Assistindo ao Super Size Me, descobri que nos EUA, apenas 1 estado tem a disciplina de Educação Física nas escolas de forma obrigatória, e mesmo assim 1 vez por semana com duração de 45 minutos.

Então....

Qual o motivo de utilizarmos essas recomendações americanas para atividade física e exercício físico, sendo que o modelo é oriundo do país mais obeso do mundo???

Será que não está na hora de de elaborarmos um modelo de prescrição de atividade física específico para nossa população, com hábitos tão peculiares e diferentes dasoutras ao redor do mundo??

Engraçado né...

Um abraço a todos e boa semana!

Roges

quinta-feira, 2 de julho de 2009

E se fosse abrir para a concorrência?


Pois agora...

Florianópolis está a beira do caos...na verdade está no caos há algum tempo, aproximadamente 3 dias desde que as empresas de ônibus pararam suas atividades deixando a população à mercê de sua própria sorte.

Parece algo exagerado, mas no fundo não é. A geografia de Floripa é um tanto complicada e o transporte coletivo é uma boa alternativa. Contudo, o que não ajuda muito é a forma como ele se organiza e principalmente como o coordenam. Ao contabilizarmos 4 paralisações do serviço de transporte público em apenas 2 meses, soa até mesmo como piada.

O lado negativo é que motoristas e cobradores que buscam seus direitos que há muito tempo são negociados e não são cumpridos acabam por sofrer com a indignação da população que também tem razão por se sentir duplamente lesada: primeiro pelos altos preços das tarifas e o péssimo serviço prestado e em segundo por não ter como se locomover dentro da própria ilha, o que prejudica seu trabalho, suas aulas e compromissos em geral. Enfim, tudo isso acaba engessando toda a dinâmica da ilha e continente, sem contar os engarrafamentos gigantescos na entrada e saída da cidade nos horários de pico...o caos meus amigos, o caos!

Os donos das empresas de transporte, por incrível que pareça, têm mais poder que o prefeito, governador e o ministério público. Mesmo com determinação de pagar cerca de 50 mil reais por dia de paralisação, uma vez que devem colocar um número mínimo de carros para o transporte - hava vista que transporte é serviço essencial - eles ignoram tal determinação há muito tempo e acabam por não pagar essa multa que o próprio MP determina.

Dou-lhes uma chance para adivinhar quem vai arcar com os custos dessa paralisação.

Como diz meu amigo Marcelo, jornalista investigativo: "É amigo..."

Confesso que estou um pouco incrédulo com a breve resolução deste impasse entre a classe trabalhadora do transporte coletivo, prefeitura e empresários e deveras desmotivado a continuar discutindo as formas como essa corja poderia realmente beneficiar os usuários e não apenas encher seu rabo de dinheiro...

Até quando esperar para abrir uma concorrência às empresas de transporte de fora de Florianópolis?

Bueno, preciso tirar uns dias pra dar um sossego pra cabeça, dar um tempo. A gente se fala por aí.

Um abraço.

Roges